Estava num período em que a vida tinha se reduzido ao trabalho. Não foi uma decisão consciente, foi acontecendo. Um amigo percebeu que eu estava diferente de mim mesmo e sugeriu que eu procurasse ajuda. Relutei, mas marquei assim mesmo.
Na primeira conversa, o analista não me disse nada que eu não soubesse. Mas saí de lá com perguntas que não tinha antes, sobre o que eu nem percebia que estava fazendo. Iniciei a análise para entender de onde vinham essas perguntas.
Depois de um ano em análise, numa conversa com meu pai, usei sem perceber uma forma de pensar que tinha aprendido no processo. Uma pergunta diferente, que gerou nele a curiosidade de entender o que era a análise. Expliquei, ele aceitou fazer. Em aproximadamente três meses, já estava com um olhar diferente para a própria vida. Menos pesado, mais disposto a fazer coisas que antes evitava.
Não foi uma mudança que veio de fora. Foi uma mudança que ele fez por iniciativa própria. Isso me interessou mais do que qualquer coisa que eu pudesse ter antecipado.
Decidi estudar o que havia acontecido. Fiz formação pela Sociedade Paulista de Psicanálise e atendo desde 2018.
Sociedade Paulista de Psicanálise · Atendimentos desde 2018 · Online e presencial
Não fico em silêncio prolongado.
Tendo a intervir, não como bate-papo e não com pressa, mas demonstrando interesse real no que é dito e no que não é dito. Estar presente com quem está em análise não é um detalhe do método. É o método.
A base é Freud, mas outros psicanalistas e a filosofia entram porque entender o que acontece com uma pessoa exige mais de uma lente. Não trabalho com protocolos. Cada análise tem seu próprio ritmo, porque cada pessoa tem sua própria lógica.
Durante a sessão, a teoria não é usada para encaixar na história. Me interessa o que está acontecendo ali.
Não precisa estar pronto. Não precisa ter as palavras certas. O ponto de partida é o que você tem agora.
Vamos conversar